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HISTÓRIA DO IMPÉRIO INCA O Império Inca (Tawantinsuyu em quíchua) foi um estado-nação que existiu na América do Sul de cerca 1200 até a invasão dos conquistadores espanhóis e a execução do imperador Atahualpa em 1533. O império incluía regiões desde o extremo norte como o Equador e o sul da Colômbia, todo o Peru e a Bolívia, até o noroeste da Argentina e o norte do Chile. A capital do império era a atual cidade de Cuzco (em quíchua, "Umbigo"). O império abrangia diversas nações e mais de 700 idiomas diferentes, sendo o mais falado o Quíchua. Como já referimos em um momento anterior, o nome do Império Inca era Tawantinsuyu. Uma vez que já também já foi mencionada a tradução da palavra, vamos agora desmembrá-la, para explicar a divisão Imperial. Tawantin significa quatro e suyu terra. Os Incas consideravam Cuzco, sua capital, como sendo o coração do mundo. Sendo assim, pela cidade passavam duas linhas imaginárias em diagonal: uma que ia de noroeste para sudeste, e outra que ia de nordeste para sudoeste dos seus domínios. Sendo assim, o Império ficava dividido em quatro partes (suyu). O suyu do norte recebia o nome de Chicasuyu; o do sul era chamado Colhasuyu; o do leste, Antisuyu e o do oeste chamava-se Cuntinsuyu. Cada suyu era considerado um Reino independente, sendo governado por um Apu. Existiam portanto quatro Apus, que deviam obediência ao Inka. Os incas construíram diversos templos consagrados às suas divindades. Alguns dos mais famosos são o Templo do Sol em Cuzco (Korikancha), o templo de Vilcashuaman, o templo do Aconcágua (a montanha mais alta da América do Sul) e o Templo do Sol no Lago Titicaca. O Templo do Sol em Cuzco foi construído com pedras encaixadas de maneira precisa. Esta construção tinha uma circunferência de mais de 360 metros. Dentro do templo havia uma grande imagem do sol. Em algumas partes do templo havia incrustrações douradas representando espigas de milho, lhamas e punhados de terra. Porções das terras incas eram dedicadas ao deus do sol e administradas por sacerdotes. Os sumo-sacerdotes eram chamados Huillca-Humu, viviam uma vida reclusa e monástica e profetizavam utilizando-se de uma planta sagrada chamada Huillca ou Vilca [1] (Acácia cebil) com a qual preparavam uma chicha de propriedades enteógenas que era bebida na "Festa do Sol", Inti Raymi. A palavra quíchua Huillca significa, simplesmente, algo "Santo", "Sagrado". Lugares Sagrados Os huacas, ou lugares sagrados, estavam espalhados pelo território inca. Huacas eram entidades divinas que viviam em objetos naturais como montanhas, rochas e riachos. Líderes espirituais de uma comunidade usavam rezas e oferendas para se comunicar com um huaca para pedir conselho ou ajuda. Sacrifícios De acordo com uma lenda, uma menina de dez anos de idade chamada Tanta Carhua foi escolhida pelo seu pai para ser sacrificada ao imperador inca. A criança, supostamente perfeita fisicamente, foi enviada a Cuzco onde foi recebida com festas e honrarias para homenagear-lhe a coragem e depois foi enterrada viva em uma tumba nas montanhas andinas. Esta lenda prescreve que as vítimas sacrificiais deveriam ser perfeitas, e que havia grande honra em conhecerem e serem escolhidas pelo imperador, tornando-se, depois da morte, espíritos com caráter divino que passariam a oficiar junto aos sacerdotes. Antes do sacrifício, os sacerdotes adornavam ricamente as vítimas e davam a ela uma bebida chamada chicha, que é um fermentado de milho, até hoje apreciada.
Os meses e celebrações
do calendário são os seguintes: Costumes Funerais Os incas também praticavam o processo de mumificação, especialmente das pessoas falecidas mais proeminentes. Junto às múmias era enterrado uma grande quantidade de objetos do gosto ou utilidade do morto pacarina. De suas sepulturas, acreditavam, as múmias mallqui poderiam conversar com ancestrais ou outros espíritos huacas daquela região. As múmias, por vezes eram chamadas a testemunhar fatos importantes e presidir a vários rituais e celebrações. Normalmente o defunto era enterrado sentado.
Infância
A primeira era a familia real, nobres, líderes militares e líderes religiosos. Estas pessoas controlavam o Império Inca e muitos viviam em Cuzco. A seguir, estavam os governadores das quatro províncias em que o Império Inca era dividido. Eles tinham muito poder pois organizavam as tropas, coletavam os tributos cabendo-lhes impor a lei e estabelecer a ordem. Abaixo dos governadores estavam os oficiais militares locais, responsáveis pelos julgamentos menos importantes e a resolução de pequenas disputas podendo inclusive atribuir castigos. Mais abaixo estavam os camponeses que eram a maioria da população. Entre os camponeses, a estrutura básica da organização territorial era o ayllu. O ayllu era uma comunidade aldeã composta por diversas famílias cujos membros consideravam possuir uma antepassado comum (real ou fictício). A cada ayllu correspondia um determinado território. O kuraca era o chefe do ayllu. Cabia-lhe a distribuição das terras pelos membros da comunidade aptos para o trabalho. Havia três ordens de trabalhos agrícolas: - realizados em benefício do Inca e da família real; - destinados à subsistência da família, realizados no pedaço de terra que lhe cabia; - realizados no seio da comunidade aldeã, para responder às necessidades dos mais desfavorecidos. De fato, o sistema de ajuda entre as famílias estava muito desenvolvido. Para além das terras coletivas, havia reservas destinadas a minorar as carências em tempos de fome ou a serem usadas sempre que a aldeia era visitada por uma delegação do Inca. Outro dos deveres de cada membro da comunidade consistia em colaborar nos trabalhos coletivos, como por exemplo a manutenção dos canais de irrigação. As Origens do
Império Inca Imperadores
Incas 1200 d.C. ~ Manco Capac
(1100-?) Expansão
do Império Inca Os incas tinham um exército muito bem treinado e organizado. Quando os incas conquistavam um lugar, o povo era submetido a tributação pela qual prestavam serviços designados pelos conquistadores. Os incas encorajavam as pessoas a se juntarem ao Império e quando isto ocorria eram sempre bem tratadas. Serviços postais eram então estabelecidos por mensageiros (chasquis) que entregavam mensagens oficiais entre as maiores cidades. Notícias também eram veiculadas pelo sistema Chasqui na velocidade de 125 milhas por dia. Os incas também promoviam a mudança de populações conquistadas como parte da criação a "Rodovia Inca", que foi idealizada para ser usada nas guerras, para o transporte de bens e outros propósitos. Esta troca de populações (manay) acabou promovendo a troca de informações e propagação da cultura Inca. Todo o Império Inca foi unido por excelentes estradas e pontes. Organização
do Império Os incas não tinham liberdade de viajar e os filhos sempre tinham de seguir o ofício dos pais. O Império Inca foi dividido em quatro partes. Todas as atividades dos habitantes eram supervisionada pelos funcionários do Império. Os Quipus Destinavam-se os quipus a manterem estatísticas permanentemente atualizadas. Regularmente procedia-se a recenseamentos da população extremamente completos (por exemplo, número de habitantes por idade e sexo). Registava-se ainda o número de cabeças de gado, os tributos pagos ou devidos aos diversos povos, o conjunto de entradas e saídas dos armazéns estatais, etc. Mediante os registos procurava-se equilibrar a oferta e a procura, numa tentativa de planificação da economia. Mais concretamente, o quipu é constituído por um cordão a que se liga a cordões menores de diferentes cores, tanto paralelamente como partindo de um ponto comum. Os números eram dados pelos nós e as significações pelas cores. Os nós das extremidades inferiores representam as unidades. Acima ficam as dezenas, mais acima as centenas e, por último, os milhares e as dezenas de milhar. Saliente-se que, para além de utilizarem o sistema decimal, os índios conceberam o equivalente do zero: um intervalo maior entre os nós, ou seja, um sítio vazio. Ignora-se o significado dos nós complexos, porventura reservados aos múltiplos. Quanto às cores, indicavam os significados ou qualidades. Mas como o número de cores e seus matizes é limitado, muito inferior ao número de objectos a recensear, o significado das cores variava de acordo com a significação geral do quipu. Era pois necessário conhecer a significação geral do quipu para se poder interpretá-lo. Por exemplo: o amarelo referia-se ao ouro nas estatísticas referentes aos despojos de guerra e ao milho nas referentes à produção. A fim de facilitar a leitura, as pessoas e coisas eram dispostas de acordo com uma hierarquia imutável. Assim, nos quipus demográficos, os homens ocupavam o primeiro lugar, seguidos das mulheres e, por fim, das crianças. Nos recenseamentos de armas a ordem era a seguinte: lanças, flechas, arcos, zagaias, clavas, achas e fundas. A ausência de cordão secundário ao longo do principal, assim como a falta de uma cor, possuía determinado significado, exactamente como acontecia com a ausência de nó no cordão (zero). Os intérpretes dos quipus, os quipucamayucs (ou seja, "guardiães dos quipus"), possuíam uma excelente memória, cuja fidelidade era assegurada por um processo radical: qualquer erro ou omissão era punido com a pena de morte. Cada quipucamayuc especializava-se na leitura de determinada categoria de cordões: religiosos, militares, econômicos, demográficos, etc. Cabia-lhes igualmente instruir os seus filhos, para que estes mais tarde lhes sucedessem. Para melhor fixar as narrativas, o quipucamayuc cantava-as, como uma melopeia. Os quipus serviam ainda para o registo de fatos históricos e ritos mágicos. No entanto, ao contrário dos estatísticos, estes quipus ainda não foram decifrados. Música Arte e Artesanato
Agricultura Calcula-se que os incas cultivavam cerca de setecentas espécies vegetais. A chave do sucesso da agricultura inca era a existência de estradas e trilhas que possibilitavam uma boa distribuição das colheiras numa vasta região. As principais culturas vegetais eram as batatas, batatas doce, milho, pimentas, algodão, tomates, amendoim, mandioca (yuca) e um grão conhecido como quinua. O plantio era feito em terraços e já usavam a adiantada técnica das curvas de nível sendo os primeiros a usar o sistema de irrigação. Os incas usavam varas afiadas e arados para revolver o solo, e usavam também a lhama para transporte das colheitas embora tais animais fornecessem também lã para fazer tecidos, mantas e cordas, couro e carne. Ervas aromáticas e medicinais também eram plantadas e as folhas de coca, eram reservadas para a elite. Toda a produção agrícola era fiscalizada pelos funcionários do império. Caça Culinária A comida inca consistia principalmente de vegetais, pães, bolos e mingaus de cereais (notadamente de milho ou aveia), e carne (assados ou guisados), comumente de caititus (porcos selvagens) e de lhama. Moeda Serviam como moedas sementes de cacau e também conchas coloridas, que eram consideradas de grande valor. Vestuário Os incas gostavam de se adornar. Quanto mais ricos e elaborados os tecidos mais dispendiosos e caros, e acabavam por demonstrar o nível social do usuário. Os incas usavam seus gorros de lã, chulhos, com cores tribais que designavam-lhes as origens. Os homens incas usavam muito mais jóias que as mulheres. Os mais ricos usavam pulseiras de ouro e brincos enormes, quanto maior o brinco mais importante era a pessoa que o usava. Os guerreiros usavam colares feitos com os dentes de suas vítimas. Medicina A Conquista da Espanha Contexto Incaico
na Época da Conquista Rumores se espalharam pelo Império Inca como fogo sobre um estranho 'homem barbado' que 'vivia numa casa no mar' e tinha 'raios e trovões em suas mãos'. Este homem estranho começava a matar muitos dos soldados incas com doenças que trouxera. Quando Huayna Capac morreu, o império estava desgastado e ocorreu uma disputa entre seus dois filhos. Cuzco que era a capital havia sido dada para o suposto novo imperador Huascar, que foi considerado como pessoa horrível, violento e quase louco atribuindo-se a ele o assassinato da própria mãe e da sua irmã desposada à força. Atahualpa reivindicava ser o filho favorito de Huayna Capac, posto que a ele fora dado o território ao norte de Quito (cidade moderna do Equador) razão porque Huascar teria ficado muito bravo. A guerra civil de sucessão se travou entre os dois irmãos. Depois de muita luta, Atahualpa derrotou Huascar e então, conta-se, era Atahualpa que estava enlouquecido e violento, tratando os perdedores de forma horrível. Muitos foram apedrejados (nas costas) de forma a ficarem incapacitados, nascituros eram arrancados dos ventres das mães, aproximadamente 1500 membros da família real, incluindo os filhos de Huascar foram decapitados e tiveram seus corpos pendurados em estacas para exibição. Camponeses foram torturados. Atahualpa pagou um terrível preço para tornar-se imperador. Seu império estava agora abalado e debilitado. Foi neste momento crítico que o 'homem barbado' e seus estranhos chegaram, cena final do Império Inca. Este estranho homem barbudo e estranho era a ser Francisco Pizarro e seus espanhóis da "Castilla de Oro" que capturaram Atahualpa e seus nobres em 16 de novembro, do ano de 1532, na localidade de Cajamarca. A Verdadeira
Conquista Como era esperado, Atahualpa discordou, o que foi considerado razão suficiente para que Francisco Pizarro atacasse os incas. O exército espanhol abriu fogo e matou os soldados da comitiva de Atahualpa e, embora pretendesse matar o Inca, aprisionou-o, pois tinha planos próprios. Uma vez feito prisioneiro, Atahualpa não foi maltratado pelos espanhóis, que permitiram que ele ficasse em contato com seu séquito. O imperador inca, que queria libertar-se, fez um acordo com Pizarro. Concordou em encher um quarto com peças de ouro e outro um com peças de prata em troca da sua liberdade. Pizzaro não pretendia libertar Atahualpa mesmo depois de pago o resgate porque necessitava de sua influência naquele momento para manter a ordem e não provocar uma reação maior dos Incas que acabavam de tomar conhecimento dos espanhóis. Além disto, Huáscar ainda estava vivo e Atahualpa, percebendo que ele poderia representar um governo fantoche mais conveniente para a dominação por Pizarro, ordenou a execução de Huáscar. Com isto, Pizarro sentiu a frustração de seus planos e acusou Atahualpa de doze crimes, sendo os principais o assassínio de Huáscar, prática de idolatria e conspiração contra o Reino de Espanha, sendo julgado culpado por todos os crimes condenado a morrer queimado. Já era noite alta quando Francisco Pizarro decidiu executar Atahualpa. Depois de ser conduzido ao lugar da execução, Atahualpa implorou pela sua vida. Valverde, o padre que havia presidido o processo propôs que, se Atahualpa se convertesse ao cristianismo, reduziria a sentença condenatória. Atahualpa concordou em ser batizado e, em vez de ser queimado na fogueira, foi morto no dia 29 de agosto de 1533 (D. Felipe Guaman Poma de Ayala, 1615).
A instabilidade ocorreu rapidamente. Francisco Pizarro nomeou Topac Hualpa (1533), um irmão de Atahualpa, como regente até a sua inesperada morte. Foi sucedido por Mancu Inca (1533-1545), Paullu Inca (1537-1549) e Carlos Inca (1549 - 1572). A organização inca então se esfacelou. Remotas partes do império se rebelaram e nalguns casos formavam alianças com os espanhóis para combater os incas resistentes. As terras e culturas foram negligenciadas e os incas experimentaram uma escassez de alimentos que jamais tinham conhecido. Agora os incas já haviam aprendido com os espanhóis, o valor do ouro e da prata e a utilidade que antes desconheciam e passaram a pilhar, saquear e ocultar tais símbolos de riqueza e poder. A proliferação de doenças comuns da Europa para as quais os incas não tinham defesa se disseminaram e fizeram o seu papel no morticínio de centenas de milhares de pessoas. O ouro e a prata tão ambicionados por Pizarro e os seus homens estava em todo o lugar e nas mãos de muitas pessoas, subvertendo a economia com a enorme inflação. Um bom cavalo passou a custar $7000 até que, por fim, os grãos e gêneros alimentícios acabaram mais valiosos que o precioso ouro dos espanhóis. A grande civilização inca, tal como conhecida, já não existia. Após
a Conquista Espanhola Uma parte da herança cultural foi mantida, tratando-se das línguas quíchua e aimará, isto porque a Igreja Católica escolheu estas línguas nativas como veículo da evangelização dos incas, daí passarem a escrevê-las com caracteres latinos e ensiná-las como jamais ocorrera no Império Inca, fixando-as como as línguas mais faladas entre as dos ameríndios. Mais tarde, a exploração opressiva foi objeto de uma rebelião cujo líder Tupac Amaru é considerado o último Inca, morto em 1572, em Cuzco. O nome Tupac Amaru inspirou no século XX inúmeros movimentos revolucionários como o peruano Movimento Revolucionário Tupac Amaru, os uruguaios Tupamaros e o Sendero Luminoso, também no Peru. Bibliografia ASSADOURIAN, Carlos Sampat. El sistema de la economia colonial. Instituto de Estudios Peruanos. AYALA, Felipe Guaman Poma de. El Primer Nueva Crónica Y Buen Gobierno. [1615] BARCO, Luiz: "Matemática sem números" in Revista Super Interessante, abril de 1999. BERNAND, Carmen & GRUZINSKI, Serge: História do Novo Mundo, EdUSP. BETHELL, Leslie (org.): América Latina Colonial, vol. 1, EdUSP. BURGA, Manuel: Nacimente de una Utopia: Muerte y Resurrección de los Incas. Instituto de Apoyo Agrario. CANSECO, Maria Rostworowski de Diez: Historia del Tawantinsuyu. Instituto de Estudios Peruanos. CASAS, Frei Bartolomé de Las: O Paraíso Destruído. L&PM. FAVRE, Henri: A Civilização Inca. Jorge Zahar Editor. FIDEL, Stuart: Prehistoria de América. Crítica. GALINDO, Alberto Flores: Buscando un Inca. Editorial Horizonte. GERAB, Katia & RESENDE, M. Angélica: A Rebelião de Tupac Amaru. Brasiliense. LUMBRERAS, Luis: De los Pueblos, las Culturas y las Artes del Antiguo Perú. MAQUIAVEL, Nicolau: O Príncipe. Revista dos Tribunais. MONTOYA, Rodrigo: De la Utopia Andina al Socialismo Magico (Antropologia, História y Política en el Perú). _________: O Tempo do Descanso. Marco Zero. MURRA, John: Formaciones Económicas y Políticas del Mundo Andino. Instituto de Estudios Peruanos. ROJAS, Josue Lancho & SCHREIBER, Katharina: "Los Puquios de Nasca y la Reorganización de la Cultura Nasca Durante la Fase 5 del Periodo Intermediario Temprano" in Revista del Museo Regional de Ica, Edição Extraordinária, 1997. STERN, Steve: Los Pueblos Indígenas del Perú y el Desafío de la Conquista Española Huamanga hasta 1640. Alianza Editorial. THEODORO, Janice: América Barroca, EdUSP. VÁRIOS: Grande Enciclopédia Delta Larousse. Vols. 1, 6 e 9. |